05/08/2007

Observadores

Mutantes desesperados
Espectadores imóveis
Moralistas inconformados
Espécies raras
Desacreditados do rumo

Obedecem a ordens já obedecidas
Não procuram saber como vai ser
Habituados a ser comandados sem justificação
Mais uma vez abanam a cabeça e saem

Espantalhos da sociedade
Tocam em ritmo desconcertado
Buscam a liberdade
De braços cruzados num mundo ultrapassado

Gente da melhor qualidade
Caminham em círculos fechados
Choram pela mensalidade
De corações despedaçados

Efectivos de um mundo maravilhoso
Passam férias descansados
Destacam-se num mundo vicioso
De caminhos marcados

Futuro negro
Relações condicionadas
Artistas perdidos no tempo
Decidem ordens políticas

Humanos controlam o mundo
Sem terem experiência de vivência
Depois são condicionados a erros inoportunos
Culpando-se uns aos outros

Visões superficiais
Interesses pessoais
Provocam feridas nos outros
Passam por cima só para nos verem

Intencionalistas
Sem darem hipótese aos outros, pisam-nos
Ainda resmungam, se os incomodarem
Estou farto de os ver

Vejo alguém a fazer-me um sinal
Estamos em Portugal, à espera de dias melhores
Existe um rio muito largo entre as pessoas
Vejo o teu sorriso no rio
Animais engraçados jogam sem saber as regras

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