21/08/2008

BENVENUTI A MILANO

Com o tempo a não ajudar, chegamos ao terminal 2 de Malpensa à meia-noite. Para seguir para Milano era necessário apanhar o shuttle para o terminal 1. No caminho, árvores a bloquear, ventos fortes e muita chuva.
De madrugada lá seguimos para Milano Centrale, aparentemente o tempo estava a mudar. Na estação central de trenos, peguei na malinha (ok, malinha é um eufemismo) e fomos para o hotel. Lá, um tecto simpático.

A Lombardia é a região de Itália mais povoada e também a mais dinâmica. Mas uma vez que sexta foi feriado em toda a Itália, estava por nossa conta… Bom, vamos começar com os imperdíveis (…)

Não tem a espessura histórica de Roma, nem o charme e a beleza de cidades como Paris ou Londres, por exemplo, mas possui alguns motivos de interesse que a tornam relativamente fascinante. Como o objectivo não eram as compras, não senti no bolso o impulso consumista que nos assola constantemente em Milano (excepto a ……… da Ana), bom…, mas sim, descobrir esse lado secreto das cidades que escapa aos turistas apressados. Lado aparentemente invisível mas povoado de pequenos botecos, de galerias, de ateliês criativos, de lojas alternativas, de restaurantes que não vêm nos guias, de praças, onde está a verdadeira alma da cidade. E Milano tem essa dimensão oculta e singular. Só o tempo é implacável e obriga-nos a tomar opções essenciais.
Mas ficam aqui alguns lugares imperdíveis:

Em Milano há quatro grandes catedrais, se convocarmos para a escolha o futebol (contando com o estádio de San Siro onde joga o nosso Figo e o Mister Mourinho) a moda, as famosas galerias Vittorio Emanuelle e a Duomo (Catedral). Mas é a Duomo que mais impressiona, é ali que toda a cidade conflui. Uma pequena babel sobrevoada por pombos que teimam em não sair da frente. Domina a praça principal e é a terceira maior catedral do mundo, apenas superada pela de S. Pedro, no Vaticano, e pela de Sevilha. Espelha a própria evolução da arquitectura, reunindo num mesmo complexo os estilos gótico (que eu tanto aprecio), barroco, neoclássico e neogótico. Gostaria de ter feito a experiência intensa de um passeio pelo telhado… tão ou mais forte do que visitar o seu interior, fica para a próxima;

Mesmo junto à Duomo ficam as galerias Vittorio Emanuelle que impressionam pela beleza de construção, feita em pedra, aço e vidro e com o chão revisto a mármore e calcário polido. Claro que a Prada não podia faltar e mais algumas lojas conhecidas. Há também cafés agradáveis. Mas o que vale a pena mesmo apreciar é o frenesim da cidade, o cirandar constante das pseudo senhoras elegantes atarefadas nas suas compras… Limita-se a ser uma morada de prestígio porque o coração da alta-costura e joalharia está concentrado numa zona chamado “quadrilátero de ouro”;

Cenáculo - A Última Ceia
A obra do génio florentino, Leonardo da Vinci, pintura célebre que decora o refeitório dos Dominicanos, fica para a próxima porque a procura é tanta que é necessário reservar pela internet com um mês de antecedência, fica a morada (Piazza Santa Maria delle Grazie) http://www.cenacolovinciano.it/;

Teatro la Scala é a mais famosa sala de espectáculos de música erudita de Milano e de Itália. Foi construído sobre as ruínas de uma antiga igreja Santa Maria della Scala e está associado às mais célebres óperas.

E para acabar, o “Quarteirão de Brera”, hoje transformado em refúgio de artistas, muitos bares e pequenos restaurantes, lojas alternativas e casas de antiquários. Um excelente sítio para tomar um copo e ver obras-primas de artistas imortais como Caravaggio.

1 comentário:

Pedro Ladeira Barros disse...

Uns a ir, outros a voltar. Aproveita bem, amigo. Shalom!