10/07/2009

----------------------------Metafísica ou religião?-----------------------


Imagem: http://www.google.pt

O tempo infinito percorre-me as veias como quem tem sede. O destino reflecte o desejo do papel primordial ausente de vestígios vivos, uma herança perdida resultante de um testemunho inexistente. Afigura-se o reflexo dos que possuíam o sentido da verdade. Na penumbra, à passagem, fundia-se o tempo e o espaço, dando princípio ao morrer.

A solidão permanecia na amargura do afastamento. Era o alimento perdido da súplica, como que as raízes desabitassem as profundezas e deixassem de ecoar. Mas a memória, que abriga a luz do passado, permite a beleza do orbe invisível.

2 comentários:

IM disse...

Que lindo texto, t...ainda por cima estou a ouvi-lo ao som de Anjani que postei lá no Pensar...ainda se torna mais belo.

"Mas a memória, que abriga a luz do passado, permite a beleza do orbe invisível".

...lindo...
:))

t disse...

Brigada IM, mas deve ter um erro. A memória não permite abrigar a luz do passado. É isso que me intriga. Tento “desenterrar”.

Anjani?! vou ver já!!

:))