27/08/2010

Dor militante










Dor militante que me persegues
Insígnia de um passado remoto
Turva numa taça defunta
Envelhecida na penumbra
De um túnel de cristal compressível
Obtenho a tua nitidez

No apelo da hora marcada
Olhaste aquelas paredes brancas
Á meia-luz no meu canto
Encostei-me ao meu pensamento
Limpei as lágrimas da face
Pousei as mãos no volante
Era o dia ou a noite

Que pensamento levaste
Para mais perto do “sono”
A certeza dada pela luz
No momento da inquietação
A serenidade que procura Deus
Ou a solidão que só os homens constroem

Imagem: http://www.google.pt

Sem comentários: