06/06/2011

Vida


Existem duas maneiras de se viver. a maneira da natureza… e a maneira da graça. nós temos que escolher qual delas seguir.
nesta sinusóide de passagem entre o imaginário e o certo ou o contrário, desdobram-se os caminhos vertiginosos que separam o espaço e o tempo. se eu fechar os olhos e trespassar os anos e movimentar-me na transcendência de algo intenso, mergulho numa imaterialidade desinquietada através da minha espiritualidade. encontro aquilo que amei, aquilo que perdi. agora, afastado da minha meninice e tiquetaqueando os momentos que moldam os dias, os anos de forma falseada, parto à procura do tiro de partida. e como diz a musica, corro e corro para apanhar o sol, mas o sol está a pôr-se e é sempre o mesmo de uma forma relativa. e agora estou mais velho, mais perto, afastado do sol. então essa arte que me permite viver, reordenar a existência, estabelece a comunhão entre a natureza e o ser toca-me mutuamente.

2 comentários:

maria disse...

que lindo!

AnaMar (pseudónimo) disse...

Uma das diferenças entre viver e apenas...existir.